Emoções descarriladas
Frederico de Castro

O que sustinha o silêncio explodiu numa
Delicadeza de ecos festivos escapando apaixonados
Deixou na soleira do tempo uma assoalhada
De prazeres que viçam alegres...bem validados
Tragou a solidão num gole voraz ao embebedar
As brasas daquela paixão tão insubordinada
Indeferindo todos os sonhos indecifráveis colorindo
A contra capa desta ilusão ao abandono...quase depravada
Sem recursos ficou a noite emigrando na escuridão
Sempre tão indisciplinada deixando em jejum nossos
Desejos sempre ludibriados onde se desenrolam outros
incubados desassossegos...quase sempre negligenciados
Sem fim a madrugada patrulha minha solitária ilusão
Quedando-se sequiosa e enfeitiçada perante aquele instantâneo
Momento de tempo despindo a luz entrando pela fresta matutina
Das nossas emoções descarrilando fiéis e tão repentinas
Vou ausentar-me para além do além deixando na lonjura do tempo
Um naipe de memórias resguardadas, telepáticas massacrando a
Saudade incrédula, ostentando uma hora atarantada onde me
Embriago no frisson de um sedento e alagado beijo requintado
FC
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