Escritas

Mundo vazio

Teka Castro
De repente cá estou vivendo num mundo sem brilho ou cor.As pessoas se comunicam através de uma caixinha preta com n partículas mortais, mas não são capazes mais de olharem nos olhos e pedirem paz.Haja visto a modernidade de alguns governantes, e os estudantes então, acabam criando amigos, desconhecidos, mas não são capazes de observarem seus pais, seus familiares.
Sem contar de muitos professores que querem que o aluno não mexa nos celulares em salas de aula para verem mensagens, mas são os primeiros a fazerem tais atos.
De fato o mundo mudou.
Estou aqui ao acaso e percebo que as pessoas se tornaram rudes de mais, vivem como no famoso mito das cavernas, observando em sombras fatos reais.
Sem contar das letras musicais, hoje em sentido apenas do sexo e nada mais, outrora poesia, se ouvia nas vozes de nossos cantores, até mesmo os tais sertanejos, hoje vejo que se despiram da vergonha, têm em seus lábios peçonhas e acabam assassinado a Língua que nos resta.
Hoje o mundo se perdeu em ironias, as poesias, pessoas não querem mais, e assassinam a própria vida.
Diz a Bíblia: "Sedes morada do Espírito Santo!" No entanto a vida ruiu, se partiu em padacinhos, me dá calafrio, e voltamos ao navios negreiros de Castro Alves, com a população mista que se disseram ativista e hoje calam-se diante do demônio do poder e do dinheiro.
As questões relacionadas ao financeiro, é difícil acreditar, quando vemos professores nos faróis pedindo auxílio, como professores do Rio de Janeiro que tanto da prefeitura quanto do Estado estão a mercês da miséria, e nossos políticos dizem que querem tirar previlégios do servidor público, então lembremos a História, ele, políticos, também são funcionários públicos, e acreditem, têm até ajuda de gravata, enquanto o professor, não recebe nem ticket alimentação. É difícil, não. Dizerem que os professores são os principais rombos da previdência.Esses, idiotas, não sabem viver com o salário mínimo, que diminuiram recentemente.
De repente, vejo igrejas superlotadas, pastores, enriquecendo, e os fiéis apodrecendo para darem seu dízimo não a Deus, mas a sem vergonhice de pastores que pregam um evangelho satânico, não cito só igrejas como a Universal, não, mas a própria igreja que conheço, a Católica, quantos erros cometidos, quantas mortes desmerecidas...E, hoje temos um pastor, o Papa Francisco, que fala no meu linguajar mas o mundo não dá ouvidos. Haja visto o sermão sobre celular, que ele fez há uma semana. E, o povo, aqui em São Paulo, vão em algumas Missas, não devido a Deus, mas ao homem-padre-pastor que ali está a pregar.
Mundo vazio, de pais que criticam filhos, e filhos criticam pais. Onde não se há mais respeito, não se há mais temperança, onde nem mesmo a ciência consegue atingir. O mundo se despiu, e embora tecnologias a existir, estamos ao retorno da era das cavernas, povo de mentiras e frias ironias.
Um novo advento se espera, e numa quimera desconhecida, eu aqui, poeta, sentada a beira duma estrada, esperando a morte chegar!

São Paulo, 14 de novembro de 2017.
Oferto a todos os nascidos em Novembro, aos místicos, aos meus filhos, sobrinhos e alunos. Aos meus pais, e irmão, aos meus cunhados, e simplesmente a Deus.
Tereza Cristina Gonçalves Mendes Castro.
Dia frio primaveril, o Sol a brilhar lá fora. 8:12h.
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