FECUNDADO PELO TEU MAR!

... quando teu mar,
naquela tarde inesperada e quente,
invadiu minha planície,

engravidou-a
com os mais belos e ousados sonhos,
com mais delirantes e obscenos desejos
e com a mais voluptuosa vontade
de te amar,

e eu quis,
e eu percorri toda a tua geografia,
e eu senti todos os teus golpes de asas,
e eu senti a tua deliciosa chave
de boceta,

e eu te amei
mais, muito mais que que
um demasiadamente louco como eu
poderia amar.

E, então,
quando te foste, restou-me um deserto
tão árido, tão frio e tão angustiante
que,

às vezes,
dá-me também uma enorme
e quase irresitível vontade de à morte
abraçar!
190 Visualizações

Comentários (0)

Iniciar sessão para publicar um comentário.