Escritas

O sol do meu Oriente

Frederico de Castro


O sol ainda brilha ao longo do horizonte
E na vertical dos silêncios acólitos reparto
Em gomo de luz que se propaga numa vertiginosa
Travessia luzindo nesta paisagem afrodisíaca e graciosa

Mora em mim uma solidão tão breve, tão ritualista
Mirando o dia que renasce numa hora emergente e glamorosa
Conectada à saudade benevolente onde te acalento mais apetitosa

Na serenidade dos céus infinitos conforto as memórias meteóricas
Dilacerando aquela onda meticulosa orbitando nossos desejos vibráteis
Imergindo entre adocicantes palavras que iluminam a imagética e
Volátil paisagem onde pernoitas mais garbosa, frenética e pulsátil

Tão medonha a noite veste-se de cetins imperiais arredando a luz
Escondida num hipotético oriente formoso e escultural ensanduichando o
Tempo sacudindo os bastidores de uma solarenga manhã que nasce tão cordial

Frederico de Castro
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