ATÉ QUANDO?

Meu corpo,
surrado pelo tempo,
parece rogar descanso eterno
à terra funda:

avanço com ele,
sem resistência de alma,
sem armaduras fabricadas com fé
ou com esperança
alguma;

e sigo assim,
imaginando quando chegará,
o nobre momento de eu
me libertar

-enfim -

das vastas imagens
espúrias.
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