A ÚLTIMA ESPERANÇA


Sob
a chuva de verbos e jugos
e a bruma de dúvidas e incertezas
que há entre nós,

vivo-me ainda
metades a esperar que,
como eu,

venças também
tuas dores, medos
e fantasmas,

para que possamos,
quiçá, reinventarmo-nos
em um só
ser,

reconstruindo,
dos cacos estilhaçados,
um plácido e incondicional amor,
enfim.


215 Visualizações

Comentários (0)

Iniciar sessão para publicar um comentário.