Escritas

POEIRA

Alberto de Castro
Em uma mesa cheia de poeira de sonhos,
de uma vida recheada de infinitas dúvidas
e finitas certezas, começo a andar nas
bordas da minha sanidade.

Não consigo mais ouvir as melodias fáceis
que antes alegravam o meu coração,
apenas o címbalo implacável da realidade.

Tenho andado só,
procurando encontrar
você nos meus sonhos,
e dentro da erosão da minha alma
tento encontrar o novo,
mas não consigo.

Não posso mais enxergar o luar
nem os raios de sol no meu mundo,
somente a poeira pálida que insiste
em se acumular nas minhas mãos.
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Comentários (1)

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ania_lepp
ania_lepp
2017-11-07

Tocou-me a alma, lindo demais o teu versar, parabéns poeta!!!