EGOLATRIA DO AMOR


Na noite em que nos acordamos
sob aquele escuro céu, cada um pensou poder
iluminar infinitos com suas tênues
lamparinas às bocas
e às mãos;

quando, enfim,
ao amanhecer de outros horizontes
adormecemo-nos (prostrados com nossas
dissimuladas nudezes)
de nós mesmos

em outros braços e em outras asas,
cuidamo-nos de (antes) nos revelar os abismos
em recíprocos reflexos, atirados
em angústia e desespero.
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