QUE NOS HÁ NO AMANHÃ?


O que nos resta
de nossas ilusões torpes
e de nossas esperanças inválidas
para o manhã,

senão o apagamento
imediato aos estômagos dos vermes
e das larvas,

algumas reminiscências
próximas, às mentes dos pássaros
ainda vivos,

e, com um pouco
mais de tempo, absolutamente
mais nada?
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