SILENCIOSAMENTE



Suor e lágrimas,
dores e sangues,
arrependimentos e medos
o castelo desabou,
enquanto silenciosamente
me rompia por
dentro;
as chuvas
inundaram tudo
e não há mais como esperar
o próximo trem
da manhã
nem próxima flor
a nascer.
Os ventos saíram
do controle;
uivam, berram e me varrem
tudo.
Estão fortes,
fortíssimos, frigidíssimos,
provocando um congelamento
impiedoso ao já infértil
deserto.

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