CINZAS

No alvoroço
dos concretos, dos sonhos
e das espadas,
enquanto
cresce a insanidade
de meus verbos,
sobre o quê,
afinal, deposito minhas retinas
horizontais,
minhas lascívias
canibais, minhas reflexões
paradoxais,
minhas rimas
pluviais e minhas asas
artificiais?