VULNERÁVEL
Paulo Sérgio Rosseto
A morte e a vida colidem seus rumos
Tão prontas quanto se beijam
Assustadas causam em meio às ventanas tortas
E a calmarias
Ambas resistem, insistem, e se entregam
Fiéis, copiosas e fortes
Ao pó das pedras das soleiras das portas dos destinos
E estes sorriem da sorte vulnerável de todos nós
Por isso todo esse mundo em moto-constante
De poeira e lama, massa e gosma
Flores, canções, poesia, luz e benesses
Se torna cuspe do infinito
Ainda que açodado e perverso
Cisto debaixo da língua amálgama do universo
Tão prontas quanto se beijam
Assustadas causam em meio às ventanas tortas
E a calmarias
Ambas resistem, insistem, e se entregam
Fiéis, copiosas e fortes
Ao pó das pedras das soleiras das portas dos destinos
E estes sorriem da sorte vulnerável de todos nós
Por isso todo esse mundo em moto-constante
De poeira e lama, massa e gosma
Flores, canções, poesia, luz e benesses
Se torna cuspe do infinito
Ainda que açodado e perverso
Cisto debaixo da língua amálgama do universo
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