Pranteiam os operários
JacquesDias
Pranteiam os operários
Afã todo dia é dia,
Levantou-se está pronto,
De manhã a noite fria
Todos os dias ao encontro.
E tremulam no galpão,
Pranteiam longe do filho,
O chefe vos dá a mão
Mas os guiam pelos trilhos.
Tapa arreio os colocam,
Se questionam lhes advertem,
Com trabalho os sufocam
E com palavras os entristecem.
Suas mãos calejadas
Nem caricias sabem fazer,
Brasil pátria amada,
Ainda muitos não sabem ler.
Educação é para todos?
Por minhas palavras denuncio,
Direito é para todos,
Para os pais e para os filhos!
Afã todo dia é dia,
Levantou-se está pronto,
De manhã a noite fria
Todos os dias ao encontro.
E tremulam no galpão,
Pranteiam longe do filho,
O chefe vos dá a mão
Mas os guiam pelos trilhos.
Tapa arreio os colocam,
Se questionam lhes advertem,
Com trabalho os sufocam
E com palavras os entristecem.
Suas mãos calejadas
Nem caricias sabem fazer,
Brasil pátria amada,
Ainda muitos não sabem ler.
Educação é para todos?
Por minhas palavras denuncio,
Direito é para todos,
Para os pais e para os filhos!
Comentários (1)
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SergioRicardo
2017-09-28
Este poema será perfeito se não for ligado a nenhuma ideologia. Nenhuma azul, nem amarela, nem vermelha. Porque claro está que só se discutem os dedos: o nosso partido é que é o polegar de 'joinha!', o desgraçado do inimigo é o dedo terceiro obsceno do meio. Mas o que não se leva jamais em consideração é que são todos a mesma mão. E nenhum jamais salvará nada. Serão todos como sempre foram, a fontes da nossa miséria.
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