Escritas

Genérica maldição

Ella Lorenza
Podia, ser menos torta na vida, esparramar-se em vento em brisa, aprender sua existência, sua a carência, preencher-se?

Genéria nas muitas faces pintadas,
anônima.
Tenta a diferença na própria fantasia,
filha dos ventos perdidos, desaparecidos.
Habitante das nuvens, viajante do absurdo,
ela, em direção aos abismos da criação,
vira a face contra a miséria mundana, profana.
Livra-se das vestes, das línguas, da praga das
aparências,
suicida o corpo, rompe com a senteça,
flui a alma à conquista, à presença da vida.
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