Escritas

A Individualogia

Filipe_Calhau
A Individualogia é uma ciência-filosófica que estuda a Individualidade. Em termos terapêuticos (consultas) trata-se de psicologia-filosófica. Na Individualogia pretende-se ajudar as pessoas (Individualidades) a resolverem todo o tipo de problemas. Pretende-se ajudar as pessoas a autoajudarem-se. Através de um processo de autoconsciencialização, autorresponsabilização e auto-resolução emocional. Através de uma centragem na própria Individualidade. Aquilo que a orientação doutrinária "Individualismo" tem como objetivo fundamental é a pragmática-terapêutica da Individualogia. Tanto a "Individualogia" como o "Individualismo" deverão ser estudados para efeitos terapêuticos. O sentido é: Enquanto que com o ego as pessoas procuram resolver os seus problemas de "fora para dentro", com a Individualogia e a orientação doutrinária "Individualismo" (uma centragem no "Individual") procura-se resolver os problemas de "dentro para fora", tentando-se, dessa forma, contrariar a "síndrome da vitimização". Questões como, autoestima, independência-emocional, sistema de crenças e de escolhas, são centrais. Através de uma analítica de diagnóstico contextual da vida de cada um, dos problemas e doenças de cada um, a Individualogia contribui com formas construtivas, positivas e produtivas, de resolução.

A cada instante as pessoas escolhem. A "escolha" é uma característica ontológica fundamental de todas as Individualidades. Ora, essas "escolhas" deverão estar sempre a ser colocadas em causa. Exatamente por quem? Por quem as realiza. As escolhas, tal como a vida de cada um, realizam-se de "dentro para fora". E é assim mesmo que deverão ser colocadas em causa (de "dentro para fora"). Não há escolhas que não tragam consequências. Quando não se gosta das consequências, o que se tem de fazer é mudar as escolhas (antecedências). Quem é que realiza essas escolhas? Cada pessoa, cada Individualidade. "Individualismo" é autoajuda, é autorresponsabilização, é libertação da condição egoica da "síndrome da vitimização". O primeiro passo que se deve dar diante a "verdadeira autoajuda" é a compreensão de que os outros não são os culpados por tudo o que acontece, aconteceu e acontecerá na própria vida. Autoajuda (em termos de autorresponsabilização), não é só uma questão de humildade, é também uma questão de coragem. A felicidade de cada um começa dentro de cada um, a partir do momento em que cada um se responsabiliza por ela. É isto que a "Individualogia" e o "Individualismo" pretendem: Ajudar as pessoas a serem felizes, a partir de si mesmas. Com autoajuda. Pois só assim é possível. De forma independente e autossuficiente. Com amor, com autoestima.



O que é que foge da autoajuda, quando não se está bem na vida? O mesmo que foge da autorresponsabilização. A autorresponsabilização diante a vida de cada um. A vida de cada um é um reflexo da interioridade de cada um. E esta interioridade realiza-se através de "escolhas", mais conscientes ou inconscientes. Realiza-se através de escolhas, emoções, crenças, ações, hábitos, etc. O que foge da autoajuda é o ego (atitude mental, "sistema de sobrevivência" que serve para se fugir da dor e da morte). Não é imediatamente "fácil" nem "confortável" uma pessoa assumir responsabilidades. Pode "doer". E como pode "doer", o ego leva a que as pessoas prefiram viver de culpabilizações dos outros (inconscientemente). Ora, a "vitimização". Ora, o caminho aparentemente mais "fácil". Com o ego, as pessoas estão sempre a procurar uma realização na vida de "fora para dentro". Responsabilizando os outros, o "fora", pela própria felicidade ou infelicidade. Não querem olhar para "dentro". Não se querem colocar em causa. Não querem repensar aquilo que sentem, aquilo que pensam, aquilo que acreditam, aquilo que escolhem. Não querem mudar as "causas", mas querem que os efeitos se alterem. E como preferem acreditar que as "causas" estão nos outros, por ser aparentemente mais "fácil" para o ego, essa "responsabilidade", querem mudar os outros. O que acaba por gerar muitos conflitos. Pois acabam por tentar mudar à força. Mas o caminho para a felicidade não é o caminho do conflito. É o caminho da harmonia. E essa acontece de "dentro para fora". As pessoas têm de harmonizar a própria interioridade para poderem harmonizar a própria vida. É esta a eticidade. É esta a terapêutica. É este o caminho. É este que deverá ser o caminho. Um caminho auto-harmonização. Um caminho de autoajuda. E cada um tem de fazer o seu. Tem de se responsabilizar pelo seu. Responsabilizar os outros é ego, nada mais. Tenhamos isso em atenção.
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