Escritas

A máquina do tempo

Michel Proenca
Ora, quanto tempo se passou
desde o vero sorriso,
Para o abraço de meus pais
não mais encontro o caminho.

A máscara que me encobre
eu não posso retirar,
no céu agora vejo
uma estrela a brilhar.

Tudo que menosprezava
me tornei, sem perceber,
o sorriso que brilhava
já não torna a aparecer.

O pai, me perdoe,
se é que podes me ouvir,
pois o que lhe prometeste,
se tornou tarde...
... se é que podes me ouvir.

Quem dera, eu pudesse,
no tempo retornar...
numa máquina do tempo
o passado transformar.

O pai, neste momento
coloco-me a escrever,
memorando suas histórias,
dentre as que me marcaste.

Nas noites de penumbra,
recordo, como num sonho,
sua voz doce e suave,
me contando com encanto,
- A máquina do tempo.
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