Escritas

Filho da desilusão

DréOz
Eu sou o fruto



Que o desespero criou



O eterno luto



Que a morte não aceitou







Sou aquele que a felicidade recusou



Que viu a luz



E que num êxtase se apagou



Como a solidão que me conduz







Sou o filho prometido



Que meu povo apedrejou



O fruto proibido



Que o corpo envenenou







Sou o filho do desespero



Que a solidão abandonou



Há tanto tempo que espero



A vitória que nunca chegou







Vens ter comigo



Mesmo com tudo o que fizeste



Como é que ainda me chamas amigo



Depois de tudo o que disseste







Caçador de histórias



Sonhador até na escuridão



Estas são as memórias



Do filho da desilusão