Metamorfose
Isabella Nascimento
Sinto-me qual lagarta
Dentro do seu casulo
Pobre lagarta sem forma
Sem liberdade, sem brilho
Sente muita dor em seu aperto
Não conhece o mundo
Não sabe o que a espera
Uma hora de uma forma
Outra hora de outra
Qualquer tentativa de ajudá-la
Apenas causaria mais sofriemento
Trata-se de um processo natural
Repentinamente sente uma profunda dor
Chega a imaginar que não mais viverá
E no clímax do seu sofrimento
Algo maravilhoso acontece
Uma frecha de luz
Ameniza-lhe a dor
A brecha abre-se mais e mais
Sua dor esvai-se lentamente
Mas ainda sente-se fraca
Não reconhece seu corpo
Percebe asas brilhantes
Ainda tímida esboça voo
E num súbito ato de coragem
Abre suas asas e voa
Voa, voa, voa
Dentro do seu casulo
Pobre lagarta sem forma
Sem liberdade, sem brilho
Sente muita dor em seu aperto
Não conhece o mundo
Não sabe o que a espera
Uma hora de uma forma
Outra hora de outra
Qualquer tentativa de ajudá-la
Apenas causaria mais sofriemento
Trata-se de um processo natural
Repentinamente sente uma profunda dor
Chega a imaginar que não mais viverá
E no clímax do seu sofrimento
Algo maravilhoso acontece
Uma frecha de luz
Ameniza-lhe a dor
A brecha abre-se mais e mais
Sua dor esvai-se lentamente
Mas ainda sente-se fraca
Não reconhece seu corpo
Percebe asas brilhantes
Ainda tímida esboça voo
E num súbito ato de coragem
Abre suas asas e voa
Voa, voa, voa
Comentários (1)
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joao_euzebio
2012-07-05
Esta metamorfose se fez em teu poema ele veio em palavras mansas e foi se prolongando feito fera ferida avançando cada pedaço que sem duvida seria seu. Parabéns
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