Escritas

Não-Humanos

Paulo Jorge


Escoam os impropérios,
Pelos interstícios das suas vidas.
O boçal vil poluto,
Procria incessantemente,
Funestas crias,
Anti Darwinistas,
Mediático-dependentes,
Mentecaptos insalubres.
A verdade absoluta,
Encarnada nas suas cabeças,
Absortas e indigentes,
Desalmadas,
Imberbes de razão,
Pululam subservientes,
Afogadas na sua frugalidade primária.
Despidos de Arte e Beleza,
Desprovidos de consciência,
Subjugados pelos impulsos primitivos,
Incomodam o outrem,
Incessantemente e exaustivamente.
Um contágio de morte,
Subsiste na cidade.

Lx, 6-8-2010
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