Escritas

Ainda luz na cidade

Frederico de Castro


Ainda luz na cidade enquanto a noite

Dorme devagarinho, sonolenta deixando

Seus breus como pegadas indeléveis em

Cada suspiro adormecendo excepcional e inexorável



Ainda luz na cidade e nós afoitos acoitamo-nos em

Lençóis de cetim e desejamo-nos enfim acólitos...a preceito

Badalando cada suspiro que pernoita em silêncios

Quase perfeitos



Ainda luz na cidade e a madrugada por respeito retira

Seus véus à noite que ali trafega universal inquieta

Desarrumando os pensamentos mais súbtis que ferem

Nossos segredos apavorados analfabetos



Ainda luz e na cidade arrumo cada desejo semântico

Gritando na gramática do amor que agora pulsa fragrante

Deixando na olfactiva saudade o perfume de todos os

Lamentos implorando seduzidos dilectos exuberantes


Frederico de Castro
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