Não poema

Bill-Mecso
Bill-Mecso
1 min min de leitura
(Atenção à Lei 9.610/98 - Texto registrado no EDA/BN)

..............................................................................

meus versos estão depressivos, tristes, absurdamente tolos
e tristes

não os animo, não os levo para sair
e arejar a cabeça,
pois os compreendo, eles não querem ser vistos

por isso os desescrevo, é como se o poeta estivesse vazio,
cheio de tudo, eu-clichê: "cheio de vazio"

e também... ah, eles que se danem, estes versos tristes e tolos!
(como me dano)

devo desaparecer com eles, pedem-me para sucidá-los
estes ordinários e tolos versos tristes

não farão mesmo falta a ninguém...

este não poema vai assim então carregado de nada,
versos de nada sobretudo, pois sobre tudo já pensei
(e isso só me serviu para ver o óbvio,
que a vida é nada, nada demais, demasiadamente nada)

então aqui afinal suicido estes versos, como me suplicam
neste não poema

134 Visualizações
Partilhar

Comentários (0)

Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.