Escritas

O último adeus

2017013
Ontem lhe vi,
não pude deixar de reparar,
seu cabelo liso, seu riso tão latente, logo denunciava uma tristeza escondida

Tentei falar com você,
mas logo uma multidão tomou conta de mim,
eu como um poeta famoso,
fui banhado com flashes de câmeras e repórteres

Ainda sim, vi você dobrando a esquina e entrando em um táxi,
após esse dia lutei contra o tempo para te encontrar

Pois meu corpo já clamava pela a morte,
após 5 anos eu já não caminhava, eu já lutava para sobreviver.

9 de maio, em meu último aniversário,
fui ao parque da cidade,
quando vi aquela moça sentada solitária,
meu coração reconheceu,
minhas mãos tremia,
minha boca seca e vazia,
a mente me lembrou daquela menina em que sonhei encontar por toda a vida

Fui até ela,
sorri e ela estranhou,
um velho estranho em sua frente não era nada normal,
comecei a falar toda aquela história que me fez a buscar por toda minha vida.

Ela río, eu vermelho fiquei,
do nada, meu corpo começou a gelar, era hora de me despedir,
busquei os lábios daquela senhora,
começamos a nos beijar,
mas a morte já me puxava,
o coração aos poucos parando,
a boca gelava,
meu corpo travava, era a despedida.

Mas antes de ir,
sussurrei em seu ouvido (eu te amo),
ela me beijou de novo,
eu ali eu morria,
mas morria com a missão cumprida, sem dívidas.

Ela tempos depois morreu por conta de uma parada cardíaca.

A imprensa mostrou o último adeus do poeta a teu tão sonhado amor.

Autor: Lucas Santos
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