Escritas

(Sentimentos que dialogam) - O Amor e a Paixão

Michele Stringhini

(Sentimentos que dialogam)

O Amor e a Paixão

Eis o paradoxo que alguns corações confundem,

pensando não confundir:

O que é o verdadeiro Amor?

O Amor vem de expressões?

O Amor vem de um olhar?

O Amor vem do encontro de lábios?

O Amor nutre corações comprometidos?

O Amor surge do bater secreto dos corações,

num simples cruzamento de olhares?

O Amor pode levar a fama de ser cego.

Acorde!

Muitos estão nas garras da Paixão.

A Paixão é a vilã dos tempos, a "inocente" do momento.

A Paixão joga o seu charme,

lançando sua culpa na pessoa do Amor.

O Amor é o único inculpável em toda essa trajetória
supostamente romântica.
Casos de Paixão.

O Amor ergue a sua bandeira da vitória,

Por mais que a Paixão o culpe.

"Paixão, menina tola, não leve a boa fama. Eu, Amor, sou sutil, manso e equilibrado"[1].

"Você é louca e atordoada, mata e faz loucuras em meu nome".

Eis o veredicto!

O Amor tem livre acesso, gritem em toda parte:

"Inocente!".

"Paixão, o seu próprio nome a julga: Condenada!".

"Seu veneno tem contaminado multidões, sua sentença é eterna!".

[1] O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta .(1 Coríntios 13.4,7 - ACF). Disponível em: . Acesso em: 2016.

Poesia extraída do livro da autora Michele Stringhini:
Colecionando laços e notas musicais da alma.
Miscelânea poética e pluralidade de pensamentos.
1ª edição, 2016.

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