Escritas

Ega

Divaldo Ferreira Souto Filho
Quanto mais capto o conhecimento
Mais adapto-me à incredulidade
Sinto não saber nada, embora
Creia em rotas navegadas outrora
Porque ego, se deveria ser ega?
Haja vista ser a mente, bem cega
Cuja cegueira se iguala a sentimento
Feito águas que dançam em mar
Do jeito que manda a orquestra lunar
Pobre ego - senhorio da vaidade
Pro mais, ao intelecto, desguarnece
Do oceano ao rio, oposto segue