Que Pena
Paulo Jorge
Que pena não poder correr,
Desalmado pela areia da praia,
Que pena não poder nadar,
Abençoado pelo sal do mar.
Que pena não poder amar,
O amor duma vida a brincar,
Que pena a luz se apagar,
Aos poucos irreversivelmente.
Que pena o destino vingar,
Não dar tréguas a ninguém,
Que pena este pesadelo arcar,
Sem direito a segunda via.
Os lamentos da minha alma,
Exasperam lancinantes a soluçar,
Os sonhos desmoronaram-se,
Desvanecendo-se com a noite.
Noite longa de desespero,
Onde vagueio acordado,
Ciente de tudo deambulo,
Pelo fio da navalha da vida.
O rei vai nu,
A rua apinhada,
O orgulho morreu,
A forca sorriu,
À minha passagem.
Lx, 7-1-2008
Comentários (1)
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joao_euzebio
2012-06-22
Belo poema Paulo eu acho pena que acabou devia ser mais longo pois quando embalei já estava no fim Mas é ótimo. Parabéns
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