Anarquia

não governo as ondas frias do desprezo
e as leis que regem os corpos em silêncio

não controlo as nuvens negras do remorso
cimento fresco nos pilares de meu ódio

não enxergo as aves mortas nos rochedos
a chuva fina irriga os sonhos que almejo

não outorgo o nascer do livre arbítrio
- e varo as noites em estado de sítio

( in Cavalos Mortos e outros lutos, 2007 )
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