FAZ TEMPO
Sempre haverá prudência
Onde a determinação persistir
Pois produzimos espaços tão sequenciais
Incapazes de passarmos despercebidos da vida
Contar os segundos jamais irá retomar
Ainda que retardemos os passos e as horas
Conviver com o refluxo das auroras no ventre protuberante
O griso leve ou intenso nos pelos rareados
O estresse que masca as gengivas violadas
O desalinho das vértebras desbastadas
A pele, os poros e os sujos porões das artérias
As retinas que desapegam das imagens
A fala que se deixa deflorar por
Tudo que não se pode mais ouvir
Refizeram-se por si só
Não faz tempo, nem muito tempo por sinal
Que acampamos no retardar dos dias
Agora é o entremeio entre o ontem e o porvir
Caminhando mesmo a módicos e lerdos passos
Repletos de sabedoria, ainda que confundidos
Entre a subserviência e o servir
Das lições que pelas trilhas empreendemos
Retomadas da infância reavivada e
Entremeada de vorazes utopias
Português
English
Español