Escritas

TERNURA

Paulo Sérgio Rosseto

O poro abre
Eriça o pelo
Espreme o suor

A pele
Como se em gozo,
Insana, explodisse
Pelos raros pelos

Úmida alma
Na penugem enovela
Em dose única!

Unem-se os polos,
O sonho aquece
Sob a língua, passeia
E o desejo abraça

O cheiro exala
Abrasa a calma
A mama espuma
Onde o anjo esbanja

É esta a prece
Da terra quando seca
Sua chuva veste
E a ternura fala!

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Comentários (1)

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ania_lepp
ania_lepp
2017-09-20

Parabéns poeta por tão sensível inspiração, versos lindíssimos!