VOLTA
Paulo Sérgio Rosseto
Volta e me conta porque tão de repente fostes
Dizes o motivo da tua ida aparentemente sem nexo
Retorna como quem chega e nem pensa em de novo ir
Não direi palavra alguma, apenas hei de escutar-te
Silaba a silaba que proferirdes enfim
Não será regresso porem simples vinda
Volta como vem o sol na profusão dos dias
Chega feito primavera endoidecida de cores
Obliqua, pavimentada, outra vez presente
Sem querer ser intensa, eterna apareça
Vem reviver, reencontrar, acalante desinibida
Pisa o assoalho ignóbil da existência
Entenda apenas que voltas por isso aguardo-te
Robusta de historias, carregada de sonhos
Para juntos irmos a lugar algum um dia
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