NÔMADE
Paulo Sérgio Rosseto
Quando amanhece estático o meu pensamento
Permanece mansa a vontade em não ir
Afinal, novamente partir assegura
O retorno dessa aflição intensa que complemento
Relendo as rotas percorridas.
No entanto, como saber do mundo sem beber suas águas
Estancar a ânsia ignorando outras plagas
Recontar distâncias sem tê-las medido!
Vou agora, porque sou afeto a mudanças
Porque respondo aos meus modos
Consequentes ou falhos.
Um bravio retinente me zarpa as amarras
De nômade, peregrino, efusivo andejo.
Presumidamente solto, fujo algemado
Rumo a outro inconsequente nada.
Português
English
Español