EMUDECER
Fernando Cartago
Não direi nada
Apenas olharei nos teus olhos,
E no meu silêncio vejo o som
Da euforia do mundo nos olhos teus.
Sim não direi nada porque
O encarnado dos lábios teus me
Enfeitiçam, e sei de como seria a outra
Metade de você parada ali naquela cadeira
A me olhar apenas para sua vontade irônica
De me torturar.
Sim prometi calar-me, mas perceba que esta
Ação me excita e o desejo de neste ébrio
Silêncio me faz seu escravo por enxergar
O quanto quer me possuir por apenas passar
A língua delicadamente nos lábios teus.
Sim sem ruídos ou algum som
Eu prometi, mas veja o quanto suo e cada
Gota que escorrer lembra uma cachoeira
Em mata virgem que refresca por apenas
Seu som mágico de águas caídas faz-me
Alimentar o corpo, a alma,
mas prometi
Emudecer e viver o insano desejando
Correr, gritar, gritar e gritar...
Mas calo-me diante da sua bela silhueta
Dizendo-me amar e querer amada ser.
Fernando Cartago
Apenas olharei nos teus olhos,
E no meu silêncio vejo o som
Da euforia do mundo nos olhos teus.
Sim não direi nada porque
O encarnado dos lábios teus me
Enfeitiçam, e sei de como seria a outra
Metade de você parada ali naquela cadeira
A me olhar apenas para sua vontade irônica
De me torturar.
Sim prometi calar-me, mas perceba que esta
Ação me excita e o desejo de neste ébrio
Silêncio me faz seu escravo por enxergar
O quanto quer me possuir por apenas passar
A língua delicadamente nos lábios teus.
Sim sem ruídos ou algum som
Eu prometi, mas veja o quanto suo e cada
Gota que escorrer lembra uma cachoeira
Em mata virgem que refresca por apenas
Seu som mágico de águas caídas faz-me
Alimentar o corpo, a alma,
mas prometi
Emudecer e viver o insano desejando
Correr, gritar, gritar e gritar...
Mas calo-me diante da sua bela silhueta
Dizendo-me amar e querer amada ser.
Fernando Cartago
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