Olhar
d'Medeiros
Naquele momento, o mundo parou!
De forma estranha e abrupta,
O coração simplesmente gelou.
Ainda me lembro daquele dia,
Que menino bobo você olhava,
De boca entreaberta e olhar fixo,
Atencioso ele te ajudava.
Ele agia estranho com você ali,
Como se estivesse agradecido,
Mas, o que havia feito,
Para ficar assim contigo?
Eu observava as tremedeiras,
Que ele tentava controlar,
E pelos risinhos que você deu,
Acho que conseguiu notar.
Acho que consegui entendê-lo,
Quando passei a te observar,
Você o olhava,
Como ele nunca pôde imaginar.
Acho que ao fechar os olhos,
Ele logo deve se lembrar,
Da cor castanha e do sorriso,
Que você lhe fez guardar.
Ainda me lembro desse dia,
Em que quando vocês se olhavam,
Não havia rosto triste,
E nenhum dos dois piscavam.
Eu entendo aquele menino,
Pois como se enxergasse a alma,
Você o olhava com tanta calma,
Que ele não queria sair de lá.
Ainda me lembro desse dia,
E do menino que algo mais queria,
E daquela sala que apenas havia,
Eu, Você e nosso olhar.
(d'Medeiros)
De forma estranha e abrupta,
O coração simplesmente gelou.
Ainda me lembro daquele dia,
Que menino bobo você olhava,
De boca entreaberta e olhar fixo,
Atencioso ele te ajudava.
Ele agia estranho com você ali,
Como se estivesse agradecido,
Mas, o que havia feito,
Para ficar assim contigo?
Eu observava as tremedeiras,
Que ele tentava controlar,
E pelos risinhos que você deu,
Acho que conseguiu notar.
Acho que consegui entendê-lo,
Quando passei a te observar,
Você o olhava,
Como ele nunca pôde imaginar.
Acho que ao fechar os olhos,
Ele logo deve se lembrar,
Da cor castanha e do sorriso,
Que você lhe fez guardar.
Ainda me lembro desse dia,
Em que quando vocês se olhavam,
Não havia rosto triste,
E nenhum dos dois piscavam.
Eu entendo aquele menino,
Pois como se enxergasse a alma,
Você o olhava com tanta calma,
Que ele não queria sair de lá.
Ainda me lembro desse dia,
E do menino que algo mais queria,
E daquela sala que apenas havia,
Eu, Você e nosso olhar.
(d'Medeiros)
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