O Nada (soneto)
Laércio Jose Pereira
O Nada (soneto)
Um pincel passeia pela tela"Lento afetuoso" a violino,
E no céu num'alva nuvem rindo,
A cor da razão de todas elas.
Algoz de si, rumo ao concebível,
Esforça-se e com o esforço o espanto,
Tentar pintar e na tela, o inflexível,
O incólume, o inefável branco.
Há no nada uma tendência ao nada,
Como na urgência se hospeda a inércia,
E nas minhas obsessões, fadas.
Sinto-me numa luta fadada
Ao destino de todas as crenças:
- a inexistência, o branco e mais nada.Google+
Um pincel passeia pela tela"Lento afetuoso" a violino,
E no céu num'alva nuvem rindo,
A cor da razão de todas elas.
Algoz de si, rumo ao concebível,
Esforça-se e com o esforço o espanto,
Tentar pintar e na tela, o inflexível,
O incólume, o inefável branco.
Há no nada uma tendência ao nada,
Como na urgência se hospeda a inércia,
E nas minhas obsessões, fadas.
Sinto-me numa luta fadada
Ao destino de todas as crenças:
- a inexistência, o branco e mais nada.
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