A JUSTIÇA DO AMOR
Cleberson Eduardo da Costa
O amor, ainda que tardio,
Rouba-nos da tristeza...
E devolve-nos à felicidade...
O amor, ainda que tardio,
Por ser o princípio e a essência da vida,
Ao encontrar-nos fruta consumida...,
Caroço lançado fora,
Coloca-nos outra vez na condição de semente...
E faz-nos germinar novamente:
Faz-nos dar frutos até mesmo onde se dizia
Só haver desertos...
O amor, ainda que tardio,
Livra-nos de quem não tem,
Nunca teve, e nem nunca terá
A fiel intenção ou capacidade de amar-nos...
O amor, ainda que tardio,
Coloca-nos como relíquia, preciosidade,
No caminho daquele (a) que,
Também já cansado (a) de se perder,
Segue destemido (a) na contramão da solidão.
O amor, assim como a justiça de Deus,
Mesmo muitas vezes parecendo cego...
Surdo e mudo, algumas vezes até tarda,
Mas nunca, nunca falha...
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