IMAGINAÇÃO
Fernando Cartago
Agora entendo como é simples para
você falar o que fui ou signifiquei.
Ouço lindas palavras, uma história cheia de cores e
flores, ao mesmo tempo,
Com um esforço que rouba a alma,
procuro viver cada sílaba dita,
que espanta, incomoda, perturba por existir um
abismo.
Gélidas são as palavras montadas soltas ao vento.
Sem um suspiro de verdade sinto
tocar em mim apenas a dor
e deixo de acreditar naquele fogo do desejo, naquela paixão
desmedida,
excitação incontida por
lembrar-me do beijo que me despiu
e completamente nu o meu ser
aparece diante de você, indefeso, sem forças
por enxergar o seu egoísmo
pisando nos meus restos mortais.
Procuro juntar minhas energias e
renascer das cinzas, mas pareço um cisco,
pó rolando de um lado para o outro, quando percebo que não da pé
e numa fala sua que diz, com muita fé voltamos às
nossas origens,
do pó nascidos ao pó estamos destinados a jazir.
E a falsa ideia da imaginação
permanece em me fortalecer na minha solidão
de desejar e querer você.
Fernando Cartago
você falar o que fui ou signifiquei.
Ouço lindas palavras, uma história cheia de cores e
flores, ao mesmo tempo,
Com um esforço que rouba a alma,
procuro viver cada sílaba dita,
que espanta, incomoda, perturba por existir um
abismo.
Gélidas são as palavras montadas soltas ao vento.
Sem um suspiro de verdade sinto
tocar em mim apenas a dor
e deixo de acreditar naquele fogo do desejo, naquela paixão
desmedida,
excitação incontida por
lembrar-me do beijo que me despiu
e completamente nu o meu ser
aparece diante de você, indefeso, sem forças
por enxergar o seu egoísmo
pisando nos meus restos mortais.
Procuro juntar minhas energias e
renascer das cinzas, mas pareço um cisco,
pó rolando de um lado para o outro, quando percebo que não da pé
e numa fala sua que diz, com muita fé voltamos às
nossas origens,
do pó nascidos ao pó estamos destinados a jazir.
E a falsa ideia da imaginação
permanece em me fortalecer na minha solidão
de desejar e querer você.
Fernando Cartago
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