Escritas

No silêncio das casuarinas

Frederico de Castro



Esbelta delicada

compartilhas neste dia

todo perfume cacheado

nas flores rompendo o

amendoado silêncio lisonjeado

Ornamentas meus jardins

resguardando todo a extensão

colorida embebida na percepção

do equatorial e dançarino gemido

ecoando nos ventos felizes da

vida se entregando numa

esplendorosa e perfeita concepção

Reabilitas os sambas e sembas

mordendo a epiderme do tempo

quando batucamos na calada da noite

com brados e cânticos longínquos

num acorde sensual e desenfreado

afagando e florindo o tronco de

cada silêncio esfomeado

grunhindo num adocicado calafrio

fluindo em nós aveludado

Cheguei, calado

de mansinho pra não

despertar o silêncio das casuarinas

Recompensei-te com abraços

atrevidos

atados às cordas do meu violão

ladeado de versos ávidos

servidos na bandeja de cada

renovada esperança despertando

na génese da vida erigida em

todo silêncio desaguando no pote

do tempo hoje...aqui saltitando

embriagado

Frederico de Castro

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