Escritas

O fim

Diego Brasil

Então rompe-se o elo com violência

Salto pro lado oposto ao seu em estupenda velocidade

Olho pra trás...
Tuas cores esmaecem
A velocidade aumenta
Agora o zunido ... o estrondo

Rompo a estratosfera
Apenas o teu rastro vago e distante

Aceleração constante

Agora recebo o abraço do vazio cósmico
Imensidão abismal

Então o meu diminuto absoluto

Pressão letal aperta e esmaga pra dentro no estomago na velocidade da luz

De tão ínfimo, me confundo com o todo

A supraconsciência

Então, a expansão instantânea

Estou em toda parte
Mas não te sinto nem te vejo

Mas te abraço de longe como sempre, mas dessa vez e por última com o manto negro do universo

De relance vejo meu pretérito não vivido

Então o cansaço

O silêncio absoluto

A escuridão total

O esquecimento irreversível

A cessação do movimento

A queda do manto

O nada

O fim