Escritas

Materna

guilhermer0sa

Cantarolava: "Que saudade da Amélia..."

Ah... Que saudade da velha.

Pretinha, cidinha,

de pele bem torrada.

Que saudade dos teus contos

cheios de encontros e desencontros.

Das histórias, do carinho.

Proseava,

reclamava,

principalmente nos dias findos

quando a confusão lhe incomodava.

Mineirinha de sampa,

do radinho inseparável

Mexia as cadeiras pro samba,

amável.

Assim era a vó materna,

de coração terno,

eterna.

Guilherme Rosa

Verão de 2015.