DESPEDIDA

E de repente perde-se o encanto.
No peito resta aquele estranhamento
Pelo amor que vivido já foi tanto.
Não há palavra ou mesmo pensamento

Que possa traduzir aquele espanto.
A triste melodia do momento
Solenemente soa em fraco canto
E as notas são levadas pelo vento.

E sofre o coração a dor sentida.
A dor que foi amor, amor profundo.
Adeus! Chegou o instante da partida.

Que rumos seguiremos pelo mundo?
Que encontros nos reserva a nova vida?
Que será desse solo tão fecundo?


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