Escritas

Amar-te... Em Marte

teka barreto
me apaixonei

pelo teu...
não sei ao certo!

pelo
não te saber
por inteiro

pelo nosso grande mistério

me descobri
curiosa e
atenta
num pequeno mundo

no diminuto
absurdo
da grandeza oculta

gravitando
ao teu redor
subjacente

atraida à você
me senti como que...
flutuando a divagar

em seu
e em meu
tudo nada
neste espaço
ausente

tudo era
e
está
no tempo presente

contente
por não
saber quem de nós
seria

apaixonei-me
por
todo esse estado de ser
enorme
e
sem nome

sendo todo e tudo
um só movimento
de
incompletude plena


solto... frouxo... absorto...
ligado por um
silencio ôco

seguindo ao encontro
de
algo vago

sem mim
nem ti
definidos

quem sou
eu neste agora?

amar-te
e
inspirar-te
com ares de arte
moderna

como
grande é a alegria
daquela inocente
menina que habita
em ti
e
em mim

no continuo ar
que nos revive

contigo sou
e
nada
me
é
negado

desde
que
eu
em suma
não pense
em limites
e
nem me resuma

a um sujeito oculto
em meio
a
verbos no passado
e
adjetivos tolos

assumo sem medo
não ser plenamente...
ainda

liberto-me de tudo
o
que
me
contaram
ser EU

começo algo novo
agora e sempre
neste contínuo
instânte

principio
num princípio eterno
a
principiar-me como sendo UM sempre

Estou sem limites
para
terminar-me

amar-te
é meu inicio

e
pode ser

aqui

ou

aqui

em
Marte

estamos enfim
destinados a amar

em toda e qualquer
parte

somos
um só
sem começo

reconhecendo
UM algo
GERADO VIVENDO

gestando cá dentro
como um lá imenso...
sem fim




229 Visualizações

Comentários (0)

Iniciar sessão ToPostComment