A nomeação de um secretário de estado com ligações profissionais ao BPN
A nomeação de um secretário de estado com ligações profissionais ao BPN, suscita-nos a monumental fraude consumada naquele banco e desperta-nos para o desespero próprio de quem se aguenta... aguenta..., a pagar dívidas alheias que poderão atingir os sete mil milhões de euros.
As opções feitas desde a descoberta deste acto criminoso, cuja principal foi ter-se decidido pela nacionalização, a pretexto de risco sistémico que, hoje, é consensual, não aconteceria, fica instalada a dúvida sobre as verdadeiras razões que caucionaram este roubo ao povo português.
Desde um salvador que dá pelo nome de Miguel Cadilhe, disposto a levar a bom porto esta nau em cujo porão se punham a salvo as hienas, que se arrogou o direito de se fazer pagar pela módica quantia de 10 milhões e oitocentos mil euros, tanto quanto a pensão vitalícia a que tinha (direito...? por ter trabalhado oito anos no banco comercial português).
Banco Comercial Português que, entretanto, foi financiado em 3.000 milhões pelos contribuintes do costume. Sim... sim, é este banco à beira da falência que paga a Jardim Gonçalves qualquer coisa como 170.000 euros por mês a título de reforma.
Recebido o dinheirinho, Miguel Cadilhe pôs-se ao fresco e os decisores políticos escolheram outro milagreiro, de seu nome Bandeira, gestor da CGD que, pelos vistos, fez duas aparições no BPN durante os meses do seu reinado, deixando que continuasse o afundanço. Acumulou dois salários que correspondiam ao de administrador da CGD e a idênticas funções no BCP.
Sem que entendamos, a menos que nos expliquem como se fossemos muito burros, como sugere repetidamente Marcelo R Sousa, o governo decidiu vender aos angolanos do BIC por míseros 40 milhões de euros os interesses escolhidos, de entre os escombros que sobraram da fraude. É este o momento em que se conclui (contas à Gaspar) que o buraco daquele banco estimar-se-ia em 2 mil e 500 milhões de euros.
Hoje, 17 de Fevereiro já se estima em 3.5 mil milhões e perspectiva-se um buraco que pode chegar aos 7.000 milhões. Porque é que isto não para? Que interesses se escondem?
Cheira a dinheiro angolano por tudo quanto é sítio nesta grande feira em que transformaram Portugal.
Questões nunca ultrapassadas e uma espécie de desígnio vingativo, poderão estar na essência que justifica a disponibilidade de alguns governantes nos lembrarem os tempos da descolonização.
Há muitos amantes nostálgicos dos tempos de antanho, dos climas quentes e cómodos da África antiga, a quem os tempos e a história mudaram o curso das suas vidas.
Parece ter chegado a hora do seu grito de cobrança. Esperemos para ver.
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