CONFISSÃO
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
Sou tudo, sou nada
Sou a mão do soldado que puxou o gatilho
Sou a lágrima da criança que se encontra perdida
Sou uma linha em branco que nunca foi escrita
Sou o assobio da bala que me feriu o peito
Eu sou a verdade feita na dura mentira
Sou um ser imperfeito nesta sociedade perfeita
Sou o beijo dado na face que transforma a tua alma
Sou a bomba que explode no tempo já perdido
Sou o berço do futuro, mãe, mulher, esposa
Sou a confissão bem feita que reza em devoção a Deus
Sou a voz que proclama não sou nada, sou tudo.
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