Escritas

Película de vida

Frederico de Castro



Teu olhar, descortinando

meu poema sedento

num cerimonial brejeiro

acaricia o pomar de beijos

plantado na noite engolida

pela tua

insuportável ausência

que o destino alimenta

pacifica e obedientemente

cinzela

...e nós por fim

deixamos como indulgência

nossas sonhos vulneráveis

deglutidos num feliz açoite por clemência

Todo o prazer nasce-me

em películas de vida perfumadas

em silêncios arrebatados

quando apetecívelmente nos

embrenhamos pacíficos

confundindo nossos seres

amando loucamente

ostensivos

aceitando morrer sacrificados

infestados pela bondade

redentora onde nos embebedamos

unilateralmente recíprocos

solenemente leais

alimentando o amor agora

literalmente inequívoco e serviçal

Frederico de Castro

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