Finalmente...em paz!
Sara M. Pimentel
És uma memória desagradável
Agora, a tua memória, só servirá
para me lembrar, o maior cuidado
que irei ter, àquele que preservará
as partilhas da vida, ao mais amado,
as minhas histórias escondidas,
as minhas conquistas vividas.
Agora, a tua memória, só serve,
para reavivar a minha memória,
como são as pessoas, na realidade.
E saberei escolher, entre notórias
e formidáveis, pela sua qualidade.
Qualidades belas e doces,
carinhosas, amorosas,
altruístas, cúmplices,
vivem apaixonadas
pelo seu semelhante,
humildes, brilhantes
na ardente arte de amar,
sem medo de perdoar
e continuar a amar.
Agora, a tua memória, só serve,
para saber a quem me entregar,
àquele que dá a vida, e me elogia,
beijará, abençoará, para lá
de preconceitos e ideologias.
Quem respeita o meu tempo
intrinsecamente, e porém,
o torne dele, também.
que me dá a mão, a alma,
o seu amor incondicional,
alimento fundamental,
na saúde e na doença,
na alegria e na tristeza,
na prosperidade e na pobreza,
sem preconceitos nem crenças.
.
Mas, se voltar a acontecer,
se voltar a apaixonar
por alguém inabordável,
és a memória desagradável,
que irei sempre lembrar,
que consigo sobreviver,
e erguer-me-ei em galanteios
e voltarei a amar, sem receios.
Porque hoje sou mais forte!
Sou uma guerreira, inteira!
que tudo pode e tudo ama.
Porque vivo presenteia,
com amor que inflama.
Sim, o amor reconstrói,
e isso, já ninguém destrói.
Está imprimido na minha pele,
com honras de herói, o amor dele.
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