Escritas

Essa estranha loucura

Frederico de Castro



Num momento da feliz existência

observo as coisas belas e simples

audazes...em convergência

deglutindo de mansinho um tão delicado

beijo pousando em desalinho

na fímbria dos teus lábios

me furtando de desejos revividos

com tanto jeitinho

  • Essa estranha loucura

atrela-se à alma onde distendo

em meada um rol de versos

repintados no teu semblante

repleto de ternura entre

nossos entes em sintonia quase

vorazmente de desejos se acometendo

  • Essa estranha loucura reflete-se

numa doce paisagem onde pincelo

teu ser

deixando tatuado um gesto impregnado

de silêncio repintando cada pegada

que um gracejo quase demente

expõe em delírios mitigados

de amor aconchegados cordialmente

  • Provoca-me toda literalmente

lambuza-me os céus actuais onde

pernoito em ti incondicionalmente

Desperta como borboleta

em metamorfoses de loucura

onde me diluo precocemente

  • Encanta-me com cumplicidades loucas

pra que viva consentindo-te infusa

em mim

bebericando-nos até cair a máscara

do dia

e a noite se embrenhe ululante

na acústica de um cântico regado

de emoções tão galantes

  • Invade-me os versos que deixei

cabisbaixos

à mercê de palavras esquecidas

e tão vacilantes

Emerge nos meus rios pra te

afogar nas minhas vagas ondas

jorrando um sopro de silêncios

acantonados aos teus olhos

que se despem ofegantes em

coreografias celestiais

perfumando gota a gota

o infinito salivar refém dos teus

beijos despertando tão factuais


Frederico de Castro

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