Complexo de solidão
Não sinto absolutamente nada:
nem alegria
nem tristeza
apenas o doce alento da poesia.
Complexo de solidão:
querer estar absolutamente só - apenas ouvindo o silêncio
para escrever palavras ao vento;
querer uma sutil companhia - apenas sentindo o soar manso dos nossos corações
para escrever uma futura-poesia repleta de recordações.
(Eu não me encontro em nenhum ambiente.
Me sinto um estrangeiro nesse mar de gente.)
Meus silenciosos gritos são emanados para o cosmo
para que eles encontrem o conforto que aqui - na Terra mãe - eu não encontro.
Escrevo para não morrer de tédio: para que meus sentimentos não me oprimam;
para quem sabe, minhas palavras encontrem um coração
que exale quimeras, e assim, a minha poesia seja uma obra prima
no coração de uma doce e singela menina.
(Sou um estrangeiro nessa Terra;
estrangeira, estou à sua espera.)
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