Jardim no mar
teka barreto
E de repente
lentamente...
os sons... as falas...
viraram sussurros
o calor quente dos corpos distantes em separados
se aproximaram
com o encanto das faíscas de um fogo novo
que ardia sem machucar
em pleno auto... amar
exalavam um cheiro doce
de insenso
por sobre as encostas e as ondas
gestos do amar que eram calmos e as eriçavam
como o gosto de frutas silvestres
colhidas ainda verdes
e aguçavam a língua
suave era a brisa que não dexistia
do sopro cálido da vida
entrecortados e inspirados
na suave maresia
expirados
sons que ouvidos, se abriam
como as velas e veias do coração
Num delírio inflado e brando
quase palpável
como estase em ascensão
deixei me levar, nas marolas
num vem e vai
do amar imenso
serenos sentidos
pequenos grunhidos ao luar
de dia feito para não terminar
som das estrelas abertos a canais
como
sereia a nos chamar...
Vem!
Meu corpo velejava
em busca dela
meu tudo, se rendia
a este sonho lúcido
Ella sereia, procuro...
e ela?
Me canta ao longe
como um farol palpitante
que me rodopia com ele
ouço a estrela guia
que farfalha nas águas mas...
não pia
eu, a mirava à deriva
entregue ao sons sinalizantes
com sua colcha brilhante
tecida de silenciosa luz
sem tramas ou medidas conhecidas
neste mundo científico e
ainda cru
O vento soprando absorto
despertava a florescência
do linho em alinho
Éramos até então
Um barco naufrago, no jardim do mar
Enamoradas em si mesmo
pelo proprio desejo e por puro prazer
de remar a sós
Não queríamos chegar
pois...
já estávamos!
Unas e alinhadas
como folhas num galho
disposto pelo simples gozo de estar ali... presente
sem braço de mar a separar
encostas, falésias ou laços
tudo era limites
de outra esfera
limites de sem terra
entre ellas
fora de proporção e adequação
úmidas a espera do surgimento em flor
do mimoso gerânio
gestado nos abraços da terra
ainda em semente
berço que espera
camada fofa que aterra
local sagrado
onde se dará a luz
ao amado rebento
botões atiçado
eriçados pelos ventos
calor de sol manso, de um belo dia
sem hora nem data
para reger os segundo
desperta da timidez, verde imatura
pétalas de um tom virgem... rosado
Matizes... miríades...
dançam
buscando tons e sons
como vida
deleite no clímax final
se dará
ruborizante
como bebida espumante
frizante na pele em arrepios
intensos desejos de entregar-se à vida
plenas de todas as cores vivificádas
Rosas
de um
vermelho encarnado
brotam nas faces sem maquiagem
sem máscaras
despidas de todo
pudor
nuas
entregues como oferenda
abertas à receber
numa taça de vida
o que jorra incontido
fazendo das cores amores
indescritíveis
Sê navegante pioneiro
sem desejos de rota ou roteiros
Sê marinheiro em pleno instante da Graça
Nem pense!
Nem julgues!
Apenas... NADA!
Conforme a maré
Isso é Viver no AMAR
lentamente...
os sons... as falas...
viraram sussurros
o calor quente dos corpos distantes em separados
se aproximaram
com o encanto das faíscas de um fogo novo
que ardia sem machucar
em pleno auto... amar
exalavam um cheiro doce
de insenso
por sobre as encostas e as ondas
gestos do amar que eram calmos e as eriçavam
como o gosto de frutas silvestres
colhidas ainda verdes
e aguçavam a língua
suave era a brisa que não dexistia
do sopro cálido da vida
entrecortados e inspirados
na suave maresia
expirados
sons que ouvidos, se abriam
como as velas e veias do coração
Num delírio inflado e brando
quase palpável
como estase em ascensão
deixei me levar, nas marolas
num vem e vai
do amar imenso
serenos sentidos
pequenos grunhidos ao luar
de dia feito para não terminar
som das estrelas abertos a canais
como
sereia a nos chamar...
Vem!
Meu corpo velejava
em busca dela
meu tudo, se rendia
a este sonho lúcido
Ella sereia, procuro...
e ela?
Me canta ao longe
como um farol palpitante
que me rodopia com ele
ouço a estrela guia
que farfalha nas águas mas...
não pia
eu, a mirava à deriva
entregue ao sons sinalizantes
com sua colcha brilhante
tecida de silenciosa luz
sem tramas ou medidas conhecidas
neste mundo científico e
ainda cru
O vento soprando absorto
despertava a florescência
do linho em alinho
Éramos até então
Um barco naufrago, no jardim do mar
Enamoradas em si mesmo
pelo proprio desejo e por puro prazer
de remar a sós
Não queríamos chegar
pois...
já estávamos!
Unas e alinhadas
como folhas num galho
disposto pelo simples gozo de estar ali... presente
sem braço de mar a separar
encostas, falésias ou laços
tudo era limites
de outra esfera
limites de sem terra
entre ellas
fora de proporção e adequação
úmidas a espera do surgimento em flor
do mimoso gerânio
gestado nos abraços da terra
ainda em semente
berço que espera
camada fofa que aterra
local sagrado
onde se dará a luz
ao amado rebento
botões atiçado
eriçados pelos ventos
calor de sol manso, de um belo dia
sem hora nem data
para reger os segundo
desperta da timidez, verde imatura
pétalas de um tom virgem... rosado
Matizes... miríades...
dançam
buscando tons e sons
como vida
deleite no clímax final
se dará
ruborizante
como bebida espumante
frizante na pele em arrepios
intensos desejos de entregar-se à vida
plenas de todas as cores vivificádas
Rosas
de um
vermelho encarnado
brotam nas faces sem maquiagem
sem máscaras
despidas de todo
pudor
nuas
entregues como oferenda
abertas à receber
numa taça de vida
o que jorra incontido
fazendo das cores amores
indescritíveis
Sê navegante pioneiro
sem desejos de rota ou roteiros
Sê marinheiro em pleno instante da Graça
Nem pense!
Nem julgues!
Apenas... NADA!
Conforme a maré
Isso é Viver no AMAR
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