Escritas

Sem noites

teka barreto

Sensação de estar maior

Mais leve...

Criei espaço

Desatei amarras

Soltei nós... apertados

Deixei ir

Recolhi os braços

Separei-me
de ti
depois de ficar
incontida

voei

Não sei definir ao certo

O que foi

O que ficou

Incompletamente bom

E Indefinido

como chances possíveis

Que sempre irão de vir
em constante
Dèjávu
fora de hora

Fora de prazo
e validade

Sem tempo

Sem pressa

Sem perguntas concebidas

Nem respostas vazias

Sinto-me gravida

Por tal ventura concebida

Com sua presença imensa

Que jorrou em mim... Nova vida

multiplicada

Semente boa florescente

Brotando em cores diversas

tão abundante riquesa

Neste céu azul

Que encobre os topos elevados

Indicando os sem limites

Recolho-me em prece

Calada

Sentindo o silencio

Na boca

Gesto novas imagens

Novas mensagens

Novos presságios

Novos estágios

Novas paradas

Novos encontros

Ao vivo

Nas casas

Na rua

Na curva

Que une

A lua

Ao sol da gente

No dia a dia

Que nunca termina

sem noite
certamente

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