Escritas

Desassossego

Jacqueline Batista

Não é insônia apenas desassossego

Que chega feito raposa acobertada pela campina

É esse ardor no peito que faz a alma chorar

Choro embebido de incerteza

Que bate com chicote e não perdoa

Não quero lágrima lavando rosto

Quero riso escancarado

Mas é na madrugada, na solidão sufocada

Que sou corpo e alma arrebentada

E choro esse choro que fica represado

E na escuridão da noite

Sou apenas mais um do mundo escondido

Quero gritar com todas as forças

Mas sou apenas sussurro

E a noite lambendo meu rosto

Sopra lentamente em meus ouvidos

Sons que deveriam ser esquecidos

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