Escritas

Chuva

teka barreto
Com a atmosfera sombria
me envolvo
com as cobertas
me escondo

Portas trancadas
Janelas baixadas
vapores nos vidros

Odores no ar
No bule café quentinho
Na sala madeira queimando

Atiço brasas encantada
faíscam brilhos vermelhos

Gotas se formam
no vidro
e escorrem dos olhos
alguns pingos

Pingos escorrem
no vidro
revelando riscos
ao léu

Poças no parapeito

No peito um grito afogado
O corpo treme com o inverno
e a mente treme com o inferno

A chuva chora lá fora
e meus olhos...

imitam
seus
pingos



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